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Sobre The Sims

Se tem um jogo que eu adoooro é The Sims.

Comecei a jogar em 2000 e alguma coisa, não muito tempo antes de sair o The Sims 2. Achava lindo aqueles bonequinhos em 2D que não tinham expressão, não envelheciam e não tinham articulações nos braços ou pernas. Rodava em qualquer computador (menos no meu, um Compaq Presario 5220) e somente por isso eu demorei tanto pra começar a jogar e não joguei o tanto que queria.

Era fantástico construir casinhas (que mais pareciam caixotes, devido à minha falta de criatividade arquitetônica), escolher aquela Sim com a cara da Laura Caixão ou aquela meio clubber, com cabelo na cor ciano e duas chuquinhas. Personalização quase não existia em termos das características “humanas”.

Na minha concepção, The Sims foi lançado inacabado. Tenho certeza de que era só um esboço. Tanto que ao instalar o The Sims 2 há um quiz para responder enquanto se espera a instalação terminar (e demorava, porque eram uns 4 CDs), e uma das perguntas era sobre a real intenção da criação do TS. Não tinha nada a ver com simulação de vida, era mais como alguma coisa relacionada a um projeto arquitetônico. Que deixava muito a desejar, haha. Vai ver que foi por medo de lançar mais um jogo inacabado que eles adiaram o lançamento do The Sims 3 em 4 meses. Ou foi só pra estragar o prazer de ter um jogo ultra-mega-esperado lançado no dia do meu aniversário ¬¬.

Mas voltando… Foi aí que algo fantástico aconteceu! Em 2004 lançaram o The Sims 2. Lembro que quando comprei o jogo, fiz minha Sim, comprei uma casa e me preocupei muito pouco com as inúmeras novas possibilidades de decoração e construção, passei os 3 primeiros dias jogando com o zoom na cara da Sim. Olhando ela mastigar o Sanduíche de Queijo Grelhado e segurar o garfo que nem um mendigo. Achava lindo quando ela levantava após almoçar e peidava. E o Oba-Oba? Finalmente as crianças nasceriam e cresceriam, não seriam aqueles anões irritantes pra sempre.

A clubber sumiu, mas as opções de personalização ficaram quase perfeitas! Podia-se escolher a maquiagem, a cor do cabelo, o corte do cabelo, uma série de coisas e mais a Aspiração do Sim, que é, basicamente, o que ele quer fazer da vida. Haviam roupas e muitas outras coisas. Mas a melhor coisa que descobri foi os sites com conteúdo personalizado para download. Foi a alegria da minha vida, passava dias e dias baixando tudo que eu visse e achasse que, talvez, quem sabe um dia eu fosse usar de alguma maneira dentro do jogo. Essa neurose me rendeu 12GB só de conteúdo baixado. O mesmo tanto que o The Sims 2 + todas as expansões instalados.

Descobri hacks, mods e uma série de “coisas” que poderiam modificar o jogo a meu bel-prazer. Como adolescentes poderem fazer sexo e se relacionar com adultos. Adolescentes engravidarem! Chance de engravidar no Oba-Oba, não somente na opção “Tentar fazer um bebê“. Ter trigêmeos, quem sabe até quadrigêmeos! Computadores que me deixavam comprar roupas sem precisar ir até os lotes, porque o grande problema do The Sims 2 sempre foi a demora em carregar o jogo (especialmente se você tem todas as expansões e muitos downloads), a demora em carregar as famílias (em casas grandes com mais de 10 membros e com muitos objetos personalizados) e a demora no carregamento de outros lotes. Por isso, sair de casa no The Sims 2 era um saco!

O que aparentemente foi resolvido no The Sims 3, já que a vizinhança é “viva”, acontece ao mesmo tempo em você joga com uma família. Há a possibilidade de clicar num botão e ter a visão da cidade inteira e ir aonde se deseja. De carro, táxi, bicicleta ou até correndo. As opções de personalização do Sim tanto em características físicas quanto psicológicas ficaram muito mais elaboradas. Agora a atenção não se dá somente às necessidades fisiológicas de cada personagem, se dá também aos desejos concordantes com suas características pré-definidas.

Como sempre, existem aquelas diferenças que não gostei. No The Sims 2 eu achei tudo perfeito em comparação ao 1, claro, o 1 era tipo um croqui. Mas no 3 achei os Sims com cara de bolacha Trakinas. Pode-se personalizar mil coisas, mas eles parecem feitos de massinha de modelar e por mais que modifique os traços, eles ficam com aquela cara rechonchuda.

Não é possível comprar milhões de roupas para guardar no armário, o que consegui foi selecionar 3 roupas diferentes para cada ocasião (formal, casual, pijama, etc) diretamente no armário. Mas sei lá se isso vai ser assim, porque não tenho certeza se a versão que joguei é a final ou ainda era beta.

Para visualizar o resto do lote/cidade não adianta mais só arrastar o mouse para os cantos da tela. Isso eu achei HORRÃVEL. Para mover é preciso apertar o botão direito do mouse, ou usar as setinhas do teclado, ou A, W, S, D.

Ainda não entendi como faz pra mexer na textura dos objetos e papéis de parede, parece bem confuso em relação ao 2 os menus. Primeiro porque existem 375 zilhões de menus e depois que a mobília foi separada de maneira diferente.

Ainda acho que o menuzinho se parece muito com o do The Sims 1.

De qualquer maneira, acho que ainda prefiro o The Sims 2. Não dá tanto trabalho cuidar de nenês, já tenho uns 16 filhos na minha família preferida (eu e meu namorado), é bem mais fácil conseguir dinheiro e menos estranho o modo construção.

Vou ter os dois instalados aqui, mas quando acabar a graça de descobrir as novidades do 3, tenho certeza que vou continuar com o 2.

Adorei as caras de mau-humor deles e principalmente a de dor quando a mulher vai parir.

Eu amo The Sims

No próximo dia 20 de fevereiro de 2009 será o lançamento mundial de The Sims 3.

Tipo assim, eu sou lunática por The Sims e os exageros do meu computador são apenas pra rodar The Sims.

Tô cagando pra Crysis, Assassins Creed, Call of Duty 4, blablablá, meu negócio é The Sims. :D

Meus CPs (Conteúdos Personalizados baixados) ocupam mais espaço no HD do que todas as expansões e mini packs instalados (12GB).

Mas voltando ao assunto.. no dia do meu próximo aniversário será o dia do lançamento mundial e vão fazer edições de colecionador: embalagem personalizada, brindes como chaveiros, adesivos, pingentes gays e ridículos pra celular em formato de PRISMA.

É, prisma, esse negócio verde aí do lado.

Então, queridos, já sabem o que me dar de aniversário ano que vem:
The Sims 3 edição de colecionador. Com os brindes, senão, também não quero.