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A Cabana

Depois de meeeeses, finalmente consegui terminar de ler A Cabana. E isso já faz alguns meses também.

Nota-se que pela demora em postar não achei o livro grande coisa, né? Se bem que acho que isso não tem nada a ver, eu fiz uma resenha do Menino do Pijama Listrado quase um ano depois de ler.

Mas enfim, realmente, A Cabana não é grande coisa. Acredito que a maioria das pessoas tenha medo de dizer que o livro não é tudo aquilo só porque ele está numa lista ridícula classificado como best-seller. Por favor, tenham bom senso, Crepúsculo é um best-seller.

Confesso que há muito tempo não leio livros, esse ano acho que foi o pior de todos para meus hábitos de leitura: só tenho lido coisas que não gosto para decorar para a prova do bimestre. E não são livros inteiros, são apenas xerox(es) de trechos de alguns livros que nada tem a ver comigo. Me desculpem os professores, mas eu detesto livros didáticos e infelizmente estou sendo obrigada a ler isso. O livro didático estraga toda a graça que é ler um livro. Ele te explica como é, o que é e como fazer. Do ponto de vista do autor, claro. Daí você lê outro livro sobre o mesmo assunto, escrito por outro autor e ele já diz o contrário (oi Linguística). Qual a graça disso? O embasamento é o mesmo e a interpretação é completamente diferente. Prefiro livros que comecem diferentes e terminem de forma inesperada. Ou até terminem com aquele final feliz babaca bonitinho. Ao menos não dita regras pra ninguém e você pode dizer “gostei” ao invés de “professora, não entendi o que ele quis dizer com isso”.

Pra mim, ler livros é uma atividade extremamente pessoal, uma coisa interior (ai, profunda). Livros não devem ser discutidos. Livros devem ser indicados, de preferência boca-a-boca, e deve ser feito apenas um resuminho básico da história. E o que você aprendeu, entendeu, gostou ou não gostou, cabe apenas a você. Não interessa aos outros como esse livro se aplica a sua vida ou se ele não fez diferença alguma e você achou uma babaquice. Não faz a mínima diferença por outros. Mas todo mundo insiste em fazer isso (inclusive eu, hahaah).

Gosto não se discute; não interessa o que minha professora “rompedora” de paradigmas diga, não se discute. Pelo menos os meus. Primeiro porque eu não quero discutí-los, segundo porque eu gosto dos meus preconceitos, e eles não afetam ninguém. Então, continuemos falando da Cabana.

Até o início do ano eu ‘tava que nem louca comprando livros na Saraiva. A faculdade mal tinha começado, eu nem tinha a Lana ainda e continuava gastando meu rico dinheirinho em canetas e livros (tem coisa melhor? não, mas dá pra adicionar esmalte e comida na lista). Tanto que até agora tenho livros que ainda estão na caixa que a Saraiva manda, embrulhados no “plastiquinho”. São mais de 10. Todos nunca lidos por mim. É, porque eu só compro livro que ainda não li.

E numa das promoções da Saraiva “livros a R$14,90 ou R$9,90″ eu taquei A Cabana na cesta de compras com outros livros e pedi. Daí eu comecei a ler a Cabana. Uaau, super legaaal, a menininha morreu, ele ficou frustrado! O que ele fará agora?

Deus manda um bilhete pra ele e ele vai atrás. (ele chama Deus de Papai)

Ele chega no local combinado (a cabana em que a filha dele foi assassinada) e tá lá Deus.

Deus é três. Deus, mesmo. Jesus e o Espírito Santo. Todos são Deus.

Mas o Deus de verdade é uma negona, cozinheira profissional. Jesus é árabe (não lembro com certeza) e o Espírito Santo é uma japa folgada.

Tudo é lindo! Jesus anda por cima da água e o cara que perdeu a filha também.

Daí ele encontrou os restos mortais da filha numa caverna e foi pra casa.

No caminho de casa sofreu um acidente.

Fim.

Não me perguntem como, eu confundi a capa da Cabana com a do Guardião de Memórias. Que ainda não comprei.

Igualzinho, falae!

A Onda

Assisti ontem “A onda” (Die Welle), filme alemão baseado numa experiência feita por um professor na década de 1960.

A experiência consistia em simular um regime totalitário em sala de aula, levando em consideração o que era necessário para se iniciar uma ditadura e porquê as pessoas aderiam com tanto fanatismo.

O professor, no filme, simula a experiência dando ordens à turma. E quem não respeita é “convidado” a se retirar de sala. Melhor dizendo, é expulso da “comunidade”.

Ele cria um símbolo, uma saudação específica, um uniforme, trabalha o conceito de coletividade, dizendo que para ser justo é necessário pensar num todo e não necessariamente na individualidade.

Há os alunos fanáticos, principalmente aqueles com vidas sem propósito, que acham que finalmente começam a fazer parte de algo “grande” e que vale a pena.

E há também os que se opõem à falta de personalidade/individualidade dos que fazem parte do grupo.

Ao final, fica bem claro que um regime totalitário dá certo, até mesmo nos dias atuais, porque a maioria das pessoas são descontentes com suas vidas apesar de terem tudo. E aderem facilmente à idéias coletivas apenas para se entrosarem. É um reflexo da sociedade atual. Vejo isso até mesmo na minha turma da faculdade: há grupos, não pessoas com personalidades únicas que diferem entre si, são todos iguais.

É um filme interessante de se ver, apesar de eu achar que alemão, com sua sonoridade estranha, parece inglês ao contrário

Eu não gosto de vampiros

Esses tempos atrás assisti Twilight (Crepúsculo, se preferirem).

Não que eu seja uma pessoa muito desatualizada, só o necessário para sobreviver só nunca senti vontade de assistir ou ler os livros. Sinceramente, vampiros não combinam comigo. Foi legal assistir Entrevista Com O Vampiro, foi super inovador e tal, Brad Pitt e Tom Cruise togheter, oh boy!. Pois é, foi.

Acontece que acabei assistindo porque meu namorado baixou o filme e começou a assistir, assim, de repente, e como estava do lado comecei a prestar atenção para ver o que era. E é impressionante a minha capacidade de me interessar por filmes, programas ou seriados. É por isso que não assisto à televisão, se começar, não desgrudo. Nunca consegui dormir com uma TV ligada.

Assistir Crespúsculo depois de ter aguentado duas Lindsaies Lohans (sacou o plural? heoiaeehaoi) em Eu Sei Quem Me Matou é tranquilo e até divertido. Btw, esse é o pior filme do ano assistido por mim até agora.

Crespúsculo é legalzinho. Até começar as cenas de “ação”, em que o tal Edward mãos de tesoura sai pulando pelo mato feito uma gazela carregando a Bella nas costas. Ele correndo daquele jeito me lembrou de Donkey Kong Country, quando ao juntarmos 3 eminhas douradas virávamos uma ema olhuda e saíamos catando mini emas douradas para ganhar.. vidas, eu acho. E Bela, pra mim, só a Bela e a Fera.

Queria entender também porquê o vampiro-galã anda sempre com os olhos arregalados. E quando ela pergunta se ele usa lentes de contato e ele diz que não. Putz! Até eu com meus olhos defeituosos e num monitor de 22” consegui ver o contorno das lentes nos olhos dele! Aliás, deve ser por isso que ele anda com “olhos de espanto”, porque tenho uma colega na faculdade que usa lentes e tem os olhos esbugalhados também.


Qual é a da maçã?

Só acho que, se não paguei para ir assistir Anjos e Demônios no cinema, também não pagaria para assistir Crepúsculo. Nem o aluguel do DVD.