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1997

Tá que eu fiz o post sobre 1993 e eu sei que fazer mais um sobre a mesma coisa é muita falta de assunto, mas é o que acontece. (por isso agendei esse post pra ser postado com uma certa distância, ehaioeahioa).

Depois de fazer aquele post lembrei da música do HaTeen, 1997. Não me crucifiquem porque eu gosto dessa música, até meu sogro gosta. Claro que ele ouve desde Leandro e Leonardo até umas músicas japonesas really boring, mas não vem ao caso.

Gentes, acabei de constatar que eles não têm site próprio, porra, até eu tenho. So lame bandinhas que têm coisa no myspace, tão início de carreira.

Tá, daí que eu quero continuar a falar sobre a minha vida em 1997 :D .

Em 1997 eu já tinha 10 anos e havia trocado daquela minha primeira escola com as irmãs gêmeas freiras. Glória e Esperança, nunca esqueço. Duvido que fossem os nomes reais delas. E elas eram gringas porque tinham um sotaque estranho.

Eu fui pra um outro colégio que o uniforme era só uma camiseta com o nome do colégio estampado no cantinho direito do peito. É, em cima da teta direita. Lado contrário do coração. E essas camisetas tinham em váááriaas cores! Era magnífico ver o colégio parecendo um jardim mal plantado. Eu, feminina do jeito que sou comprei uma vermelha e uma azul. Preta estava em falta (ou eles não faziam, não lembro). Comecei a usar sutiã mais ou menos nessa época.

E foi nesse ano, nesse colégio que eu conheci minha BFF ever. Por irônico que pareça ela também se chama Bianca, e como éramos colegas, as professoras nos chamavam pelo sobrenome. E havia aquela maldita. A Catarina, professora de Português. Eu tenho uma sina com professoras de português. Ou elas me adoravam porque eu escrevia redações sobre baratinhas ou elas me odiavam porque eu ignorava a aula delas.

Catarina me odiava. E a recíproca era verdadeira. Catarina usava quilos de maquiagem vencida na face. Eu descobri o que era pó ao ver o volume estranhamente mal espalhado pelas maçãs do rosto dela entre o blush rosado, a sombra cobre e o lápis de boca cor de boca (?). Catarina me fez entender porque a escola é uma experiência da qual devemos tirar valiosas lições. A mais importante delas: releve tudo que você aprender nela.

Catarina me chamava de “essa menina, essa menina de vermelho aí” (eu gostava mais da camiseta vermelha). O meu primeiro “trabalho do livro” foi ela quem mandou fazer. O livro, Dom Quixote. Ela fez um testezinho tosco, oral. Eu não havia lido o livro. Mas com meu ar inocente de desdém e com a ajuda da Bianca, minha BFF ever eu consegui acertar marromeno a perguntinha.

Hoje ela me lembra a minha professora de Práticas de Leitura do Texto Literário em Língua Portuguesa. Mas acho que a senex Edna (com d mudo) ainda é um sonho perto da Catarina. Aquela maldita. Me traumatizou mais que a Bernadete, outra professora de português, mas essa do segundo grau. Impressionante que pra mim, ambas, Catarina e Bernadete davam a mesma matéria.

Nesse mesmo ano minha avó materna se mudou para o interior do Rio Grande do Sul enquanto eu, minha mãe, meu futuro irmão que estava para nascer e o que se pode chamar de pai dele nos mudamos para um apartamento. Até então eu só havia morado em casas. Pelo menos que eu me lembre.

Foi nesse mesmo ano que minha mãe comprou um computador e “botou internet” em casa. Eu usava bate-papo da UOL, heioaheaio.

Foi a primeira vez que tive o meu quarto. E sinto falta disso até hoje.

O que aconteceu em 1993 para você?

Esses tempos li o post 1993, do blog coletivo de idéias. E parei pra pensar. Resolvi fazer o meu post sobre 1993.

O que aconteceu em 1993 para mim?

Em 1993 eu tinha 6 aninhos (sweet). Tinha entrado para a primeira série do 1° Grau, agora chamado de Ensino Fundamental. Aprendi a ler super rápido e achava o máximo ir para a escola. Mas desde essa época odiava usar a sainha plissada do uniforme.

No ano anterior havia ocorrido o impeachment de Fernando Collor, primeiro presidente escolhido por eleição direta depois de 29 anos de imposições. Óbvio que na época não liguei a mínima (ainda não ligo, haha), a única coisa que lembro de ter ficado sabendo e lido em algumas Veja‘s que tínhamos pela casa é que ele afundou com metade do Brasil e roubou muito dinheiro.

Minha vida se resumia basicamente em ir à escola e assistir Carrossel (ainda me arrepio ao ouvir a musiquinha ignore o vídeo a partir dos 2:13) antes de ir para a aula enquanto esperava a Kombi (Escolar) vir me buscar. Ainda lembro do nome do tiozinho que dirigia a Kombi: Paulo. Meio careca, usava óculos igual ao que os cults com ar blasé (é fake) usam hoje em dia. Ele, inclusive, chegou a participar daquele programa do Sílvio Santos, Tentação. Ganhou vários prêmios e até um carro. É, o tiozinho da Kombi teve seus 15 minutos de fama! :O

E eu assisti ele no programa, como costumava fazer todo fim de semana. Sempre ia visitar meu avô nos fins de semana e ele adorava o Sílvio Santos. Eu gosto, não posso negar. Apesar de achar que ele está super senex e é um cyborg, tenho certeza que há momentos de lucidez: como quando ele assustou aquela criança endiabrada, a Maísa. (vejam o descontrole da menina, espero que ela fique traumatizada)

Eu brincava de polícia e ladrão com meus coleguinhas, estudava num colégio de “freiras” que também era um orfanato, odeio aquelas internas. Até hoje. As freiras administradoras eram a Irmã Glória e Irmã Esperança. Elas eram freiras (dush) e gêmeas (!!)!! Qual a probabilidade de irmãs gêmeas se tornarem freiras?!

Eu lia gibizinhos da Turma da Mônica como se fosse Negresco, bolacha que eu adorava. E comia Negresco como se fosse Coca-Cola. Desses vícios de infância, o único que não me livrei foi da Coca. Quanto aos gibis, digamos que eu ainda coleciono a Turma da Mônica Jovem.

Enfim, eu era pequena, a recém havia aprendido a limpar a minha bunda e era dentuça. Minha noção de mundo era conhecer o caminho da minha casa até a casa do meu avô. Eu sabia de cor todos os trajetos e achava isso o máximo para alguém da minha idade.

Em compensação, moro ha três anos em Maringá e nem sei o nome das ruas adjacentes à que moro.